Pesquisa da USP revela que para viver melhor em favelas o importante é ter amigos

Pesquisa da USP revela que para viver melhor em favelas o importante é ter amigos

22.06.2011

Vínculos sociais, como relações com vizinhos, amigos, família, entidades assistenciais, e acesso a serviços públicos, como creches e escolas e até a convivência em ambientes universitários são determinantes para famílias que moram em favelas terem mais possibilidades de alcançar melhores condições de vida. “Quanto mais rico for o universo relacional do morador da favela, maior será a chance de ele melhorar suas condições de vida”, destaca a jornalista e cientista social Maria Encarnación Moya Recio, que estudou o tema em seu doutorado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

Maria Encarnación conta que a ideia da pesquisa surgiu ao participar de um projeto sobre pobreza urbana coordenada pelo professor Lúcio Kowarick, da FFLCH, quando acompanhou, durante um tempo, famílias moradoras de comunidades pobres. “Eu queria entender como e por que algumas tinham melhorado de vida e outras permaneciam em situações crônicas de pobreza”, explica a pesquisadora, que também estudou o tema no mestrado. A tese foi defendida em agosto de 2010 sob orientação do professor Eduardo Cesar Leão Marques.

Maria Encarnación acompanhou, de 2000 a 2010, a trajetória de vida de cinco famílias da favela Vila Nova Jaguaré, na zona Oeste da Capital. Esses núcleos familiares iam dos “mais pobres”, que moravam em um barraco de madeirite no pior lugar da favela, junto a linha do trem, até as “mais ricas”, que moravam em um sobrado com laje no melhor lugar da favela.

“Favela não é só o lugar dos mais pobres, ou de pessoas em situação de pobreza; o que realmente caracteriza morar ali é a precariedade habitacional e da infraestrutura sanitária”, aponta. Em 2006, a Prefeitura de São Paulo iniciou um projeto de urbanização da favela Vila Nova Jaguaré e algumas das famílias que participaram da pesquisa estavam cadastradas para recebimento de apartamentos. “Os moradores sofrem com o esgoto a céu aberto, o frio e calor excessivos e a intensa umidade. Atualmente, algumas das famílias entrevistadas já se mudaram para os novos lares, e isso melhorou muito a condição de suas vidas”, destaca.

 

Leia o artigo completo em: http://www.usp.br/agen/?p=62771

Fonte: Agência USP de Notícias

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