Socialismo ideal realmente existe?

24.04.2016

Quando estudava na Sétima Série foi nos proposto fazer um júri simulado na aula de Geografia. Os grupos foram divididos e a sala eram o jurados que votariam no final. O trabalho consistia em defender ou acusar o socialismo, que é o vocábulo mais usado ainda no Brasil, mesmo as práticas serem comunistas, e meu grupo ficou com o papel de defender o socialismo. Foi uma lavada, ganhamos fácil. Os argumentos eram fáceis e convincentes. Não tinha nada que pudesse nos levar a defender o capitalismo com suas injustiças. O socialismo idealizado era parecido com o paraíso. Todos tratados igualmente, sem privilégios de classe. Eu acreditava muito naquilo. E ainda acredito na igualdade. Mas com liberdade. Depois de vencido o debate e nós com o sentimento de dever cumprido, o professor mais experiente com a vida, disse algo que me marcou: Qualquer forma de Ditadura é ruim. Não queiram vocês viver numa ditadura comunista que determina até quantos filhos você terá e de qual sexo ele deve ser. Não queiram passar fome como na Coréia do Norte sob o pretexto de enfrentar as grandes potências mundiais. A população não pode sofrer horrores por conta da opinião socialista comunista de seus líderes. 
Cercear a liberdade de ir e vir das pessoas com o propósito de dizer que é o melhor para elas, é desumano. Então por mais que o discurso socialista é o paraíso pois se tem saúde e educação de qualidade. em alguns países socialistas, isso não basta. Elas deveriam poder fazer a escolha. Cubanos poderiam ter a liberdade de escolher entre o paraíso de Fidel e qualquer outro país do mundo. Atletas fugirem em Olimpíadas, não me parece discurso de gente feliz. Se a Coreia do Norte tem cidadãos que vivem felizes, poderiam ter a liberdade de ficar ou se mudar para o Sul. Vejo muita gente que se apoia nestas teorias, usando esse momento do Brasil para justificar o não golpe.
Quando Collor caiu, os jornalistas não eram chamados de comprados, mas a população comum sem filiação partidária queria que ele caísse. Agora um jornalista americano e um brasileiro que são vinculados a esquerda e moram no Brasil escrevem para um único jornal, generalizam o artigo e chama de imprensa internacional e ficam fingindo que a imprensa brasileira é comprada. Faça primeiro uma metanálise de tudo o que se publicou até agora fora do país e verá que o discurso do pseudo americano não é dominante. Ele é uma opinião. 
Para se formar o senso crítico, nós educadores, não podemos nos ater ou influenciar por conta de um autor só. A construção do conhecimento é feita com a leitura de muitas vertentes, caso contrário ocorre uma alienação. A maioria de nós brasileiros, não somos de direita, nem de esquerda, nem do meio, nem de cantinho. Somos cidadãos que estamos revoltados com os descaminhos de uma presidente sem moral, de políticos, de bandidos, de empresários mercenários corruptos que se apropriaram de nossas riquezas, destruindo o futuro de nossos filhos. Prisão para todos eles. Existem muita gente boa no Brasil, basta escolher certo.
Esquece esse seu partidarismo, porque a maioria de nós não tem partido nenhum, nós só queremos um gestor na presidência e não uma companheira omissa.

Lúcio Rodrigues Neto - Graduado em Sociologia e Direito e Mestre em Administração.

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