
O leite materno é reconhecido como o alimento mais completo para os primeiros meses da vida de um recém-nascido, sendo recomendado que a amamentação seja exclusiva até os seis meses e possa ser mantida até os dois anos ou mais.
Segundo órgãos de saúde internacionais e nacionais, essa prática fornece elementos essenciais para o desenvolvimento imunológico do bebê, além de proteger a saúde da mãe, diminuindo riscos como o câncer de mama e a depressão pós-parto.
Campanhas e eventos pelo Brasil
No Brasil, o mês de agosto tem se tornado um marco importante para a conscientização sobre a amamentação, especialmente com o movimento do “Agosto Dourado”, que enfatiza a importância desse ato.
Para 2025, a Semana Mundial do Aleitamento Materno (Smam) traz o tema “Priorizemos a Amamentação: Construindo Sistemas de Apoio Sustentáveis”, ressaltando o impacto ambiental, social e econômico positivo de apoiar essa prática.
Em Ribeirão Preto, o projeto Amamae promoverá diversas atividades ao longo do mês, incluindo educação sobre cuidados odontológicos durante o pré-natal, doação de kits de higiene bucal infantis e estações interativas para suporte à amamentação.
Vozes especializadas: como o apoio faz a diferença
Alisson Calletti Cruz, mestrando (Forp/USP), destaca a amamentação como prática que gera benefícios ambientais e econômicos, além de enfatizar a necessidade de união entre poder público, empregadores e sociedade para criar redes efetivas de apoio às mães.
Caroline Amaro da Silva, doutoranda em Odontopediatria (Forp), afirma que o sucesso da amamentação está ligado à existência de redes de apoio prático e emocional, fator decisivo para evitar o desmame precoce.
Francisco Wanderley Garcia de Paula Silva, professor do Departamento de Clínica Infantil (Forp), comemora o alto nível de conhecimento sobre aleitamento materno entre gestantes em Ribeirão Preto e destaca a importância do acompanhamento odontológico no pré-natal.
Evidências científicas que reforçam a importância
O Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani), realizado em 2021, mostrou que a taxa de amamentação exclusiva para bebês menores de seis meses no Brasil era de 45,8%, valor ainda distante da meta da Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 70% até 2030.
Pesquisa da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto apontou que 82% das gestantes consideram fundamental o suporte recebido durante o pré-natal para o sucesso da amamentação, e que 79% tiveram atendimento odontológico durante a gravidez.
Direitos que amparam as mães trabalhadoras
A legislação brasileira assegura licença-maternidade de 120 dias, proteção contra demissões e pausas especiais durante o horário de trabalho para garantir a amamentação até os seis meses do bebê.
Conclusão: mais do que nutrição, um ato de saúde pública
O aleitamento materno é fundamental para o desenvolvimento saudável das crianças e também para a saúde física e emocional das mães.
Trata-se de uma prática com impacto biológico, social, econômico e ambiental, que precisa ser fortalecida por políticas públicas, apoio institucional e ações educativas.
