
No dia 25 de maio de 2025, a Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto realizará uma oficina única que combina saberes ancestrais e acadêmicos para o plantio de ervas medicinais.
Essa iniciativa faz parte de um projeto ambicioso de construção de um espaço de convivência afroameríndio no campus, onde a comunidade pode se envolver ativamente na preservação e no uso desses recursos naturais.
Detalhes do Evento
A oficina, intitulada “Corpo-terra: diálogos de saberes ancestrais e acadêmicos”, será coordenada pelo professor Danilo Seithi Kato e contará com a participação do pajé Karkará-Uru, da etnia indígena Katu-Awa, e da doutoranda Vitória Costa de Assis da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM).
O evento será realizado no novo prédio do Departamento de Educação, Informação e Comunicação (Dedic) da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP), das 9h às 12h, e está aberto ao público interno e externo à universidade.
Objetivos e Impacto
Essa atividade é parte de uma série de oficinas mensais que visam a construção de um canteiro de ervas medicinais, onde cada erva será plantada de acordo com seus benefícios específicos para diferentes partes do corpo humano.
A iniciativa busca integrar saberes tradicionais com conhecimentos acadêmicos, promovendo uma reflexão crítica sobre a importância desses recursos naturais e sua aplicação prática.
Outras Iniciativas em Universidades
Além da USP Ribeirão Preto, outras universidades brasileiras também estão engajadas em projetos relacionados ao cultivo e ao estudo de ervas medicinais.
Por exemplo, a Universidade Federal de Viçosa (UFV) oferece uma disciplina especializada sobre plantas medicinais, abordando desde o cultivo até o beneficiamento e a biotecnologia aplicada a essas plantas (UFV, 2023).
A Universidade de Brasília (UnB) possui um projeto de extensão chamado Horto, que ensina estudantes sobre ervas medicinais e aromáticas, promovendo a compreensão sobre espécies medicinais e tóxicas (UnB, 2023).
A Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) desenvolve um projeto de extensão que foca na conservação e uso sustentável de plantas medicinais em comunidades agrícolas familiares, destacando a importância da preservação desses recursos naturais (Uesb, 2023).
Já a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) oferece o projeto “Sábio Jardim”, que ensina práticas sustentáveis no cultivo de plantas medicinais, integrando saberes ancestrais e científicos (Unicamp, 2023).
Essas iniciativas mostram como as universidades brasileiras estão ativas na promoção do conhecimento e do uso responsável das ervas medicinais.
A oficina reflete um movimento crescente de valorização dos saberes ancestrais em contextos educacionais, como destacado em estudos recentes sobre a inclusão desses saberes nos currículos escolares, que buscam promover uma educação antirracista e mais inclusiva (Aleixo, 2023).
- Fonte: https://jornal.usp.br
