
ALERTA URGENTE: Surto de “Superbactérias” em Hospitais da Amazônia Revela Risco Oculto à Saúde – Descubra o que Nova Pesquisa da Fiocruz Encontrou!
Cientistas desvendam resistência extrema de bactérias em hospitais: entenda por que isso ameaça até quem está saudável
Pesquisadores da Fiocruz Rondônia e do Centro de Pesquisa em Medicina Tropical (Cepem) lideraram um estudo inovador para mapear e entender a disseminação de bactérias resistentes a vários antibióticos em ambientes hospitalares de Porto Velho, Rondônia.
O estudo envolveu a análise de amostras clínicas, ambientais e efluentes hospitalares, buscando identificar as espécies bacterianas mais preocupantes, especialmente Klebsiella e Pseudomonas aeruginosa – ambas consideradas pela OMS como sérias ameaças à saúde global.
A pesquisa tem como objetivo auxiliar gestores públicos com evidências para o enfrentamento e controle das infecções hospitalares e da resistência antimicrobiana, problema que causa efeitos devastadores como internações prolongadas, sequelas graves e custos elevados para o sistema público de saúde.
Principais Descobertas Científicas
Os resultados, divulgados em julho de 2025, mostram dados alarmantes:
Elevada presença de Klebsiella spp. e Pseudomonas aeruginosa na cavidade bucal e axila dos pacientes internados, bem como nas superfícies dos leitos.
Entre profissionais, Klebsiella foi mais detectada na cavidade nasal.
Nas superfícies e pacientes hospitalizados, mais de 50% das amostras de Klebsiella apresentaram resistência a cefalosporinas e fluoroquinolonas (ciprofloxacina, levofloxacina).
Resistência consideravelmente menor observada nas amostras coletadas de profissionais de saúde.
As bactérias demonstraram maior sensibilidade à polimixina B (94,3%) e carbapenêmicos (acima de 70%).
Pseudomonas aeruginosa mostrou resistência significativa a carbapenêmicos: 33,7% ao imipenem e 29,6% ao meropenem.
Maior sensibilidade de Pseudomonas a piperaciclina-tazobactam, ceftolozane-tazobactam e ceftazidima-avibactam (superior a 80%).
Foi detectada a circulação de clones multirresistentes, como Klebsiella pneumoniae ST629 e ST11 – este último amplamente disseminado globalmente.
Predominância do clone ST3079 de Pseudomonas aeruginosa, associado a surtos.
As Iras ameaçam a segurança dos pacientes e podem causar hospitalização prolongada, além de incapacidade a longo prazo, e aumento da resistência aos antibióticos, causando um impacto financeiro adicional para o Sistema Único de Saúde.
– Najla Benevides Matos, chefe do Laboratório de Biologia de Microrganismos da Fiocruz Rondônia.
Ameaça Imediata e Recomendações
Com base nos dados obtidos, a equipe destaca ações urgentes para conter o avanço dessas superbactérias:
- Intensificação da higienização das mãos pelas equipes.
- Uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
- Monitoramento rígido do uso de antibióticos, evitando prescrições desnecessárias.
- Limpeza frequente e adequada das superfícies hospitalares.
Essas são ações pontuais que podem minimizar os impactos ao sistema público de saúde e aos pacientes que necessitam de atendimento médico e hospitalar, além de fornecer aos gestores públicos dados concretos sobre a situação desse grave problema de saúde pública…, conclui Najla Matos.
Fontes de Pesquisa, Financiamento e Reconhecimento
O estudo foi viabilizado graças ao apoio do Programa de Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (PPSUS), FAPERO, Instituto Nacional de Epidemiologia na Amazônia Ocidental (INCT-EpiAmO) e CNPq.
Todas as informações sobre os índices de resistência e perfis genéticos bacterianos são fornecidas diretamente pelos laboratórios da Fiocruz Rondônia, Cepem, e parceiros institucionais.
- Fonte: https://agencia.fiocruz.br/
