Fiocruz alerta: Desmatamento causam desastres alarmantes!

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O desmatamento tropical eleva significativamente as temperaturas locais aumentando riscos para a saúde
Estudo de 2025 revela mortes anuais relacionadas ao aquecimento em áreas tropicais desmatadas

Alerta Global: Como o Desmatamento Tropical Aumenta o Calor e Mata 28 Mil Pessoas por Ano, Revela Estudo Inédito de 2025

Um estudo internacional, abrangendo as regiões tropicais das Américas, África e Ásia, revelou que a remoção das florestas nessas áreas eleva as temperaturas locais, trazendo sérias consequências para a saúde humana.

Entre 2001 e 2020, aproximadamente 345 milhões de pessoas foram afetadas pelo calor gerado pela perda da cobertura florestal, com aumento médio de até 0,27 °C na temperatura da superfície durante o dia.

Detalhes do estudo e suas conclusões principais

A pesquisa foi conduzida pelo Instituto de Ciência do Clima e Atmosfera da Universidade de Leeds, com colaboração da Fiocruz e da Universidade Kwame Nkrumah de Ciência e Tecnologia.

Encontrou-se que o calor adicional derivado do desmatamento resulta em cerca de 28.330 mortes anuais evitáveis, com incidência mais alta no Sudeste Asiático, seguido pela África e Américas tropicais.

Diferenças regionais e aumento da temperatura local

Nas Américas Central e do Sul, foram desmatados 760 mil km²; no Sudeste Asiático, 490 mil km²; e na África tropical, 340 mil km².

O aquecimento nas áreas desmatadas foi cerca de três vezes maior do que nas florestas preservadas, chegando a 0,70 °C contra 0,20 °C nestas últimas.

Além do impacto ambiental, o aumento das temperaturas reduz a produtividade e põe trabalhadores em risco devido a condições extremas.

Citação direta da pesquisadora Beatriz Oliveira

Beatriz Oliveira, coautora do estudo e pesquisadora da Fiocruz Piauí, ressalta:

Além da regulação climática, os serviços ecossistêmicos florestais são essenciais para o bem viver e a qualidade de vida das populações locais. Assim, a redução do desmatamento também é uma questão de saúde pública, pois evitamos mortes por calor e garantimos condições climáticas mais favoráveis para populações em situação de vulnerabilidade que dependem diretamente desses ecossistemas.

Vulnerabilidades sociais e o desafio da adaptação

A pesquisa também evidencia que as populações mais pobres, especialmente em países tropicais, sofrem mais com os efeitos do calor por terem acesso limitado a tecnologias como ar-condicionado e por enfrentarem sistemas de saúde insuficientes para mitigar os impactos.

Metodologia e robustez dos dados

Os dados de temperatura analisados derivam de medições da superfície terrestre por satélites, corroborados pelo modelo climático ERA5 do Centro Europeu de Previsão Meteorológica, garantindo a precisão das conclusões.

Entre 2003 e 2018, cerca de 2,8 milhões de trabalhadores foram expostos a condições térmicas perigosas devido ao aumento do calor.

Fonte do estudo e dados: Instituto de Ciência do Clima e Atmosfera da Universidade de Leeds, Fiocruz, Universidade Kwame Nkrumah de Ciência e Tecnologia. Publicado em Nature Climate Change, 27 de agosto de 2025.

Portal Universidade

Fabio Herdy, bacharel em Comunicação pela UCAM, com 23 anos de experiência em empresa jornalística, especializado em Webwriting, tem ampla experiência em produção de reportagens escritas, audiovisuais e produção de conteúdo para redes sociais. Conheça mais em Quem Somos.

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