Fiocruz revela: saúde bucal de ribeirinhos na Amazônia está em risco!

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A pesquisa mapeia fatores de risco que afetam diretamente a saúde bucal de ribeirinhos
O estudo busca relacionar hábitos de vida com impactos negativos na saúde bucal

Pesquisa inédita revela riscos invisíveis à saúde bucal de comunidades ribeirinhas na Amazônia – veja o que muda já!

Uma investigação pioneira na saúde bucal da Amazônia

Uma ampla pesquisa está avaliando, de forma inédita, a saúde bucal de populações ribeirinhas que vivem em áreas rurais dos estados do Amazonas e do Pará.

O trabalho integra o projeto “Condições de Saúde Bucal e Fatores Comuns de Risco em Populações Rurais Ribeirinhas da Amazônia”, que começou em 2024 e é financiado pelo Ministério da Saúde (por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde – Decit/SECTICS/MS) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, via Chamada Pública 21/2023.

Essa iniciativa é fruto da colaboração entre diferentes instituições, como a Fiocruz Amazônia, Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA), além do apoio de prefeituras locais e parceiros internacionais.

Quem participa do estudo

A pesquisa envolve moradores de comunidades rurais ribeirinhas, com idades entre 15 e 19 anos e 35 a 44 anos, de ambos os sexos.

A escolha dos participantes leva em conta macrorregiões estratégicas.

No Amazonas, a investigação ocorre nas macrorregiões Oeste, Central e Leste — abrangendo dezenas de municípios.

No Pará, o levantamento se estende pelas macrorregiões I a IV, cada uma também com ampla cobertura.

Como a pesquisa é feita

O projeto realiza exames clínicos intrabucais usando métodos e índices recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para pesquisas epidemiológicas em saúde bucal.

Além disso, busca relacionar hábitos e comportamentos de saúde com o surgimento de doenças crônicas, além de identificar as barreiras de acesso que dificultam o atendimento odontológico nessas áreas.

O que dizem os pesquisadores

De acordo com Fernando Herkrath, pesquisador da Fiocruz Amazônia e coordenador do estudo:

A pesquisa investiga como comportamentos relacionados à saúde estão associados aos desfechos clínicos e também aborda as barreiras de acesso aos serviços de saúde.

Ele acrescenta que o projeto, de caráter transversal, pode servir como base para criar um modelo mais eficaz de enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis nas áreas ribeirinhas.

Por que essa pesquisa é relevante agora?

A Chamada Pública 21/2023, lançada em agosto de 2023 pelo Ministério da Saúde em parceria com o CNPq, busca apoiar propostas alinhadas a temas cruciais para o SUS, como doenças não transmissíveis, vulnerabilidades sociais, nutrição, determinantes sociais da saúde e inovações na gestão pública.

No caso da saúde bucal na Amazônia, os resultados dessa investigação podem orientar ações de políticas públicas mais assertivas, atendendo demandas históricas de populações que vivem longe dos grandes centros urbanos.

Portal Universidade

Fabio Herdy, bacharel em Comunicação pela UCAM, com 23 anos de experiência em empresa jornalística, especializado em Webwriting, tem ampla experiência em produção de reportagens escritas, audiovisuais e produção de conteúdo para redes sociais. Conheça mais em Quem Somos.

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