
No dia 3 de abril de 2025, o auditório do Museu da Vida Fiocruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, será palco de uma discussão sobre a violência urbana na cidade.
O tema do encontro, intitulado “Nas ruas e nos jornais: a violência no Rio de Janeiro“, será explorado por especialistas que abordarão as dinâmicas históricas e sociais da criminalidade e suas representações na mídia.
Detalhes do Encontro
O evento faz parte da série “Encontro às Quintas” e ocorrerá às 10h, em formato presencial.
A coordenação será feita por Marcos Chor Maio, da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz).
A programação contará com a participação de dois acadêmicos renomados:
Marcos Luiz Bretas, professor associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que se dedica ao estudo da história do crime e da polícia no Brasil, com foco na Primeira República. Ele também investiga como a imprensa retratou questões criminais após o fim do Estado Novo, em 1945.
Álvaro Nascimento, professor titular da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), cujas pesquisas incluem a história da população negra durante e após o período escravocrata.
Citações e Objetivos
De acordo com a descrição do evento, Marcos Luiz Bretas analisará como a imprensa tratou a questão criminal em períodos históricos específicos. Ele também abordará o impacto das representações midiáticas na percepção pública sobre a criminalidade.
Álvaro Nascimento trará reflexões sobre as contribuições históricas da população negra no Brasil, conectando questões contemporâneas à luta por direitos e igualdade.
Publicações Relevantes
Marcos Luiz Bretas é autor de livros como Ordem na Cidade e História das Prisões no Brasil, enquanto Álvaro Nascimento publicou obras como Trabalhadores Negros e o paradigma da ausência.
Essas publicações ajudam a contextualizar as discussões que serão apresentadas no evento.
A escalada da violência no Rio de Janeiro: dados alarmantes e impactos sociais
O Rio de Janeiro enfrenta um aumento preocupante nos indicadores de violência urbana em 2025.
Segundo o Instituto Fogo Cruzado, apenas em janeiro deste ano, 181 pessoas foram baleadas na região metropolitana, das quais 79 morreram.
Esse número representa um crescimento de 79% em relação ao mesmo período de 2024.
Além disso, o relatório destaca o recorde de vítimas de balas perdidas, com 26 casos registrados, sendo sete fatais.
O coordenador regional do Instituto, Carlos Nhanga, criticou as políticas públicas de segurança, destacando que “o poder público insiste na velha e falha tática de confronto, colocando a população na linha de tiro”
Fonte: Agência Brasil: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia
Outro aspecto relevante é o impacto da violência no cotidiano dos moradores da cidade. Casos como assaltos e balas perdidas continuam a afetar diretamente a vida da população.
Em episódios recentes, turistas e trabalhadores foram vítimas dessa realidade, ilustrando como a insegurança permeia diferentes camadas da sociedade
Fonte: G1: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia
Esses dados reforçam a necessidade urgente de repensar estratégias de segurança pública e implementar medidas mais eficazes para proteger os cidadãos.
