LHC interrompe operações para análise de dados

28.02.2013

 

Precisamente às 7h24min do dia 14 de fevereiro, a equipe de plantão no Centro de Controle da Organização Européia para a Pesquisa Nuclear (CERN, na sigla em inglês), localizado na fronteira franco-suíça, extraiu os feixes do acelerador Large Hadron Collider (LHC), ou Grande Colisor de Hádrons, encerrando três anos de operações bem sucedidas. Este primeiro período operacional foi marcado por grandes avanços na Física, incluindo a descoberta de uma nova partícula que se assemelha cada vez mais ao tão esperado bóson de Higgs, anunciada em 4 de julho de 2012.
 
O LHC acaba de iniciar sua primeira longa parada, chamada de “shutdown”. Nos próximos meses, serão efetuados trabalhos de consolidação e manutenção em toda a cadeia de aceleradores do CERN. “O LHC vai ser preparado para operar a uma maior energia, e os experimentos serão submetidos a manutenções essenciais”, explica Pedro Mercadante, professor da Universidade Federal do ABC e membro do Sprace – sigla em inglês para São Paulo Research and Analysis Center –, criado e liderado por Sérgio Novaes, professor do Instituto de Física Teórica (IFT) da Unesp e diretor do Núcleo de Computação Científica (NCC) da mesma universidade. As operações do LHC estão programadas para recomeçar em 2015.
 
Durante a última semana de funcionamento do LHC, a quantidade de dados gravados nos sistemas de armazenamento do CERN, o maior laboratório de Física de partículas do mundo, cruzou o notável limiar de ??100 petabytes – para se ter uma idéia, este número equivale a cerca de 700 anos de filmes de qualidade "Full HD".
 
"Estamos muito satisfeitos com os primeiros três anos de operação do LHC", diz o diretor geral do CERN, Rolf Heuer. "A máquina, os experimentos, as instalações computacionais e todas as infra-estruturas se comportaram de forma brilhante, e temos uma grande descoberta científica em nosso bolso."
 
Além das expectativas
Como explica Steve Myers, diretor de Aceleradores e Tecnologia do CERN, há um importante trabalho de consolidação a ser feito fazer em todo o complexo de aceleradores do CERN, bem como no LHC propriamente dito. "As interconexões entre os ímãs do LHC serão refeitas e, quando ele voltar a operar, em 2015, será capaz de fazê-lo com uma energia nominal muito maior”.
 
O desempenho do LHC superou todas as expectativas durante os três primeiros anos de funcionamento, oferecendo muito mais dados para os experimentos do que o inicialmente previsto. Físicos medem a quantidade de dados em unidades conhecidas como “inverso femtobarns”. “Quando as últimas colisões próton-próton de alta energia ocorreram, em dezembro passado, cada um dos experimentos havia gravado cerca de 30 inverso femtobarns”, ”, informa Mercadante. Para colocar isso em contexto, a partícula chamada bóson de Higgs foi encontrada analisando-se apenas perto de 12 inverso femtobarns. “Isso significa que os físicos experimentais do CERN ainda têm muitos dados para analisar durante essa primeira longa parada’.
 
Para Sergio Bertolucci, diretor de Pesquisa do CERN, há muito para ser feito durante a parada, e não  apenas no LHC. "O LHC é o carro-chefe do programa experimental do CERN, que envolve uma infra-estrutura de pesquisa muito variada”, explica. “Como todos os outros experimentos também serão analisados, estamos muito ansiosos para conhecer os resultados que deverão ser anunciados ao longo do ano”.
 
Vídeo: http://cds.cern.ch/record/1516001
Foto: http://cds.cern.ch/record/1516031?ln=en

Fonte: Unesp - Redação: Kelvin

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