
Uma startup pioneira do Laboratório Aeronáutico de Tecnologia da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP lançou um neuronavegador exclusivo para neurocirurgias veterinárias.
O dispositivo, chamado Orion One, é descrito pelo engenheiro mecatrônico Pedro Saletti, CEO da Brazilian Medical Technologies (BMT), como um “GPS para cirurgia”, garantindo precisão e segurança nos procedimentos.
Origem e desenvolvimento da tecnologia
Fundada por ex-alunos da USP, a Brazilian Medical Technologies (BMT) tem foco em equipamentos médicos para veterinária.
O grupo, que anteriormente desenvolveu o robô Yara para tratamento da epilepsia em parceria com o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, identificou a crescente demanda por neurocirurgias em pequenos animais, como cães e gatos, e decidiu investir nessa inovação.
Funcionamento do Orion One
O sistema Orion One utiliza imagens de tomografia e ressonância magnética para guiar o cirurgião com precisão.
De acordo com Pedro Saletti, o software permite importar exames, planejar e simular a cirurgia, além de monitorar ao vivo a posição dos instrumentos dentro do corpo animal. O neurocirurgião pode segmentar a imagem e pintar partes críticas, detalha.
Expansão do uso e limitações atuais
Compatível com os principais equipamentos de imagem do mercado, o Orion One pode ser personalizado com técnicas e instrumentos específicos de cada veterinário.
A BMT pretende estender a aplicação para cirurgias da coluna e artroplastias de quadril, embora o uso em animais de grande porte, como cavalos, ainda enfrente limitações técnicas.
Acessibilidade e mercado veterinário em crescimento
Enquanto neuronavegadores eram restritos e caros no setor humano, a BMT desenvolveu uma solução viável para clínicas veterinárias brasileiras, com hardware e software produzidos internamente.
A Associação Brasileira de Neurologia Veterinária destaca o aumento da demanda por tratamentos avançados no país. Mais de dez clínicas já adotaram o Orion One.
Dados sobre neurocirurgias veterinárias no Brasil
Conforme dados nacionais, as cirurgias mais comuns na neurologia veterinária envolvem o sistema nervoso central, com causas infecciosas, inflamatórias e tumorais (Fonte: Associação Brasileira de Neurologia Veterinária).
